A RELAÇÃO DA FONOAUDIOLOGIA COM O AVC OU AVE (ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO)

   Conhecido popularmente como derrame, o AVC ou AVE (Acidente Vascular Encefálico ), segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo.
O AVE, segundo o dicionário médico, é definido como uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003) que geralmente afeta a maioria idosa.
É de suma importância ressaltar que a eficiência em prestar socorro à vítima de AVE é de grande importância, pois segundo estudiosos da área, a chegada ao médico até três horas após o início dos sintomas possibilita maior chance de cura, em especial nos casos de derrame isquêmico.
Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada.
Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem principalmente dificuldade de linguagem (afasias), dificuldade de fala (apraxia e disartria), apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.
Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda), pode ocorrer alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização, desempenho entre outros. Lembrando também que o AVC pode causar disfagia (distúrbio da deglutição), no qual o Fonoaudiólogo é muito importante para a reabilitação alimentar, tanto via oral como através da sonda, caso seja necessária.
Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida ao paciente.
É importante informar que cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.

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